Barlavento é um (mais um) espaço das idéias que querem mudar e criticar o mundo (não necessariamente nesta ordem, porque para isso não há uma ordem pré-estabelecida).

Somos de esquerda. Não embarcamos na arca dos novos contentes que dizem que isso não quer mais dizer nada. Nem temos uma definição inabalável do que isso queira dizer. Mas não suportamos ver a vida (o tempo de vida, tudo do que é e pode ser feita) reduzida à mercantilização; não nos conformamos com a distribuição injusta e desigual do acesso ao mundo e não tomamos como naturais nenhuma das formas pelas quais pessoas estejam subjugadas a pessoas.

Nosso compromisso é com a crítica que se pretenda útil, a serviço das mudanças almejadas e das resistências necessárias. Entendemos o marxismo como uma ferramenta indispensável para compreender o mundo e pensar a construção de uma nova sociedade, na qual homens e mulheres não explorem seus semelhantes, e nem sejam obrigados/as a competir com eles/as.

Barlavento não é um porta-voz de posições de um agrupamento político; pretende ser uma janela de diálogo entre posições conseqüentes na trincheira da transformação. Estará aberto a diferentes abordagens do enorme desafio de entender melhor o mundo do ponto de vista dos que querem transformá-lo.

No momento em que se multiplicam as “vozes” no mundo virtual, não nos vemos como em disputa com outros espaços, mas compondo o leque das expressões (de movimentos sociais, partidos, veículos alternativos de comunicação) de uma esquerda que se recusa a escolher entre a adesão silenciosa e gritos vazios. Queremos pensar e não nos sentimos envergonhados por isso. E este espaço só existe porque queremos fazê-lo em diálogo, em aberto, ao “ar livre” das outras percepções.

A crise de 2008 e a intervenção do Estado na economia PDF Imprimir E-mail
Por Rodrigo Castelo Branco   

 

Muitos analistas retrocedem até os grandes pensadores liberais do início da ordem burguesa, como John Locke e Adam Smith, para achar as origens do neoliberalismo. Não iremos tão longe para afirmar que a ideologia neoliberal tem uma longa trajetória. O historiador britânico Perry Anderson indica a publicação do livro O caminho de servidão, de Friedrich von Hayek, em 1944, como o evento inicial da ideologia neoliberal. Três anos mais tarde, também por iniciativa do conceituado economista austríaco, forma-se a Sociedade de Mont Pelèrin, que tinha como o seu principal objetivo a defesa dos princípios do liberalismo, tais como a propriedade privada enquanto um direito natural e inviolável dos cidadãos e a não-intervenção do Estado na livre iniciativa dos empreendedores.

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O Imperialismo que Sorri: sobre a eleição norte-americana, os cachorros presidenciais e os passos que pode dar Obama PDF Imprimir E-mail
Por Elidio Alexandre Borges Marques   

 

O próximo cachorrinho ...

Foi anunciada com grande expectativa a primeira entrevista coletiva do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Durou extraordinários 16 minutos. Na ocasião, o novo líder e depositário das esperanças de bem mais que meio mundo, explicou seus critérios para a escolha do próximo cachorro presidencial, aquele que, cumprindo a tradição daquele país, habitará a Casa Branca e terá as devidas estrutura e cobertura midiáticas (o atual cão presidencial, “Terry”, conta com um sítio virtual próprio acerca de seu cotidiano e preferências). Soube o mundo que o próximo “primeiro cachorro” será um “vira-lata”. Mas um limpinho e que não cause alergia.

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UNASUL: nasce um novo guardião regional? PDF Imprimir E-mail
Por Ernesto Herrera   
 
A resolução adotada por unanimidade na reunião extraordinária da União Sul-Americana de Nações (UNASUL), realizada em 15 de setembro em Santiago do Chile, não favorece em nenhum sentido a luta de libertação. Nem da Bolívia, nem dos demais países do continente. Convocada de urgência para encontrar uma “solução” para o “conflito” entre o governo de Morales e os prefeitos fascistas que governam os departamentos autonomistas, a “Declaração de La Moneda” não contempla em nada as reivindicações políticas, sociais, econômicas e históricas dos trabalhadores, indígenas e camponeses. De todo modo, os 12 presidentes chegaram a um acordo sobre a base imposta pelo governo Lula: manter a “ordem institucional” sul-americana. De qualquer maneira.
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Trinta e cinco anos depois da morte de Allende PDF Imprimir E-mail
Por Franck Gaudichaud   

Neste 11 de setembro fez 35 anos que Salvador Allende morreu no Palácio de La Moneda em Santiago do Chile. O golpe de Estado do general Pinochet, apoiado pelos Estados Unidos, colocava um ponto final na experiência da Unidade Popular no Chile, enquanto ditaduras se instalavam em toda região. Agora que o continente Sul-Americano vive profundas transformações, Franck Gaudichaud explica a continuidade entre a América Latina dos anos 70 e a atual.


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Maio de 68: debates sobre economia PDF Imprimir E-mail
Por Michel Husson   

O capitalismo anterior a 1968 funcionava melhor do que o atual, mas, sem dúvida, foi colocado em cheque de forma superior ao que fazem hoje os movimentos sociais. O exame dos debates econômicos da época permite jogar luz sobre este paradoxo e, ao mesmo tempo, subtrair valor à falsa oposição entre a crítica social e a crítica "artista". [ntd: expressões tomadas do livro “O novo espírito do capitalismo” de Luc Boltanski e Eve Chiapello, Ahal, Madrid, 2002. A "crítica artista" ao capitalismo se daria desde a autonomia e a liberdade; a "crítica social" desde a solidariedade e a igualdade. Segundo esses autores, ambas as críticas correspondem a grupos sociais distintos e são incompatíveis].
 

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Milícias e a ameaça de morte a crianças e adolescentes na cidade do Rio de Janeiro PDF Imprimir E-mail
Por Alexandre Magno e Fábio Simas   

De acordo com um documento realizado pela sociedade civil para o Relator Especial das Nações Unidas para execuções sumárias, arbitrárias e extrajudiciais, a palavra “milícias” começou a ser utilizada de modo mais sistemático, especialmente pela mídia, no ano de 2006, para designar um fenômeno que já existia há bastante tempo no Estado do Rio de Janeiro, mas que se expandia rapidamente naquele momento. 

 

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Notas sobre as eleições municipais de 2008 PDF Imprimir E-mail
Por Coletivo Barlavento   

Este texto corresponde a uma tentativa de sistematização dos debates desenvolvidos entre os militantes que impulsionam o sítio www.barlavento.org acerca da disputa eleitoral que se avizinha. É apresentado como contribuição aos debates dos que se colocam como de esquerda, pela transformação da realidade em que vivemos e, propositalmente, não se concentra na definição ou avaliação de nomes e partidos.

 

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